• Marina Barros

Escolha viver!


“E” e “Se” são palavras inofensivas se usadas separadamente. Mas quando vivemos em um eterno “E se....”, “E se...”, “E se...” estamos destruindo possibilidades bem reais de vivermos intensamente.

Você acorda de manhã satisfeito com a sua vida? Lógico, é natural que vc responda um belo e grande “não” a essa pergunta. A nossa insatisfação é a maior motivadora em nossas vidas, pelo menos deveria ser. Quando nos sentimos insatisfeitos, lutamos, corremos, mudamos, trocamos, pensamos...PELO MENOS DEVERIA SER.

Acontece que muitas vezes estamos insatisfeitos e pensamos “E se eu mudasse emprego?”, “E se eu largasse a faculdade?”, “E se eu me separasse?”, “E se eu me assumisse gay?”, “E se eu me declarar para quem eu amo?”, “E se eu fizer as pazes com aquela pessoa?”........E se.....?

Vivemos a maior parte do nosso tempo imaginando como seria se a gente realizasse alguma mudança quando na verdade deveríamos viver mudando e realizando.

O que isso tem que ver com diabetes? Tudo.

A gente sabe das limitações. A gente sabe dos altos custos de medicamentos. A gente sabe dos medos. A gente sabe que é uma droga. A gente sabe que vivemos uma constante vida regrada e cheia de “nãos”, cheias de “ritmo”, cheias de “regras”....vivemos assim e, ou nos adaptamos, ou sofremos. Melhor a adaptação? Sim.

E com a nossa vida não é diferente. Se adaptar ao emprego, ao casamento, aos filhos, ao sistema....quem se adapta, sobrevive.....mas vc quer realmente SÓ sobreviver? OU vc tem vontade de viver? De fazer diferente?

As pessoas que leem meus textos as vezes me acham pessimista, me rotulam de negativa, pensam que eu escrevo apenas o lado ruim da doença, e não é bem isso que acontece. O que eu quero é poder sempre incentivar vcs leitores a pensar. Sempre peço que vcs façam uma reflexão da vida de vcs para depois tomarem decisões, não é? E hoje não seria diferente.

O diabetes é um fator limitante? É sim em muitos aspectos, mas ele pode ser um fator motivador tbm. Não, eu não estou falando daquele papo baboseira em que as pessoas mandam vc ser um atleta olímpico super feliz com a sua vida. Não é disso que se trata, vcs me conhecem.

Eu hoje consegui encontrar a minha missão, ajudar algumas pessoas a superar o diagnóstico, ajudar mães a entenderem que os seus filhos precisam muitas vezes muito mais do que doses de insulina, precisam de doses de amor, paciência, compreensão. O ritual diabético vai além do processo técnico, medir-aplicar-medir-comer-medir-aplicar....

Seu controle está ruim? Amanhã vc deveria começar o dia fazendo diferente. Deixe seu monitor ao lado da sua cama, faça o teste em jejum, tome um café da manhã mais balanceado. Não conseguiu? Tudo bem, vc terá outros amanhãs para tentar até conseguir.

Seu filho não conversa com vc sobre a doença mas tem problemas para tomar insulina? Amanhã vc deveria começar o dia fazendo diferente. Leve-o para almoçar, faça alguma coisa juntos, cozinhe um bolo diet, vá andar de bicicleta, estude juntos, assista a um filme. Seja amigo do seu filho, não seja um pai ou uma mãe 24h por dia. Sente no chão. Olhe nos olhos. Mostre que ele pode confiar. Filhos muitas vezes temem falar sobre o que sentem porque podem ter medo de tomar uma bronca de vcs. Não conseguiu nada? Não desista. Vc terá muitos outros dias para tentar até conseguir.

Seu marido não te apoia com a doença? Observe o que realmente acontece dentro do relacionamento de vcs. Será que vc explicou para ele todos os problemas que a doença te traz? Será que vc não está construindo um muro de pedras em volta de vc mesma e deixando que as pessoas que te amam fora da sua área de segurança? Será que vc não está repelindo qualquer tipo de ajuda por se julgar menos, por acreditar q vc é um fardo, por pensar que as pessoas não te amam como vc eh? Se depois de pensar nisso tudo e vc ver que não, que não é nada disso, e que seu marido é um babaca convicto: se separe. Ninguém morre sozinho. Ninguém morre de amor. É fechando uma porta velha que se abrem outras novas. Confie.

São tantos os problemas cotidianos que muitas vezes ficamos focados nele, e simplesmente nos adaptamos. Vou te dar um exemplo de adaptação automática sem muita reflexão cefálica: vc descobre a sua doença, seu médico diz que vc precisa comer X,Y e Z, tomar insulina X vezes ao dia, fazer atividade física e não reclamar nunca da sua doença, pois é uma besteira que vc deve conseguir superar. Pronto! Vc liga o piloto automático e fica lá, se remoendo por dentro, com vontade de chorar, de pedir colo, de gritar até cansar....MAS, vc quer se adaptar ao que te disseram ser o certo. Vc precisa “não ligar” pra isso. Vc precisa “ir em frente”. Vc precisa “continuar feliz por não ter câncer”.....

Isso é se adaptar sem lutar.

Isso é sobreviver.

Quando vc diz “E se eu fosse pra uma terapia? E se eu quisesse conversar sobre a doença? E se eu pudesse falar sobre meus medos com meus pais? E se eu fosse em um acampamento de férias de crianças diabéticas? E se eu usasse bomba de insulina?” São muitos “E se..” e poucas ações.

Pense.

Reflita sobre o que vc quer.

Mentalize suas mudanças.

Encontre a sua paz.

Chore. Ria. Peça ajuda. Se desculpe. Procure. Abrace.

Escolha viver.

Escolha viver as suas escolhas, sempre.

Te faço um convite: pense em uma mudança, por menor que ela seja, que vc gostaria de fazer na sua vida, e tente realizar essa mudança amanhã. Dê o primeiro passo. Pode ser q vc caia. Levante e tente de novo. Já imaginou se o descobridor da insulina tivesse desistido na sua primeira falha?

Descubra-se vivo.

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